"Eu Sou como Eu Sou" - Leitura de 11/11/2007
WORD MADE FLESH (London: Darton, Longman, Todd, 1993), pp. 40-41.
Tradução de Roldano Giuntoli

O mistério é esse, que se apenas pudermos aprender a humildade, a paciência e, a fidelidade de repetir nosso mantra, poderemos penetrar completamente tudo que existe. Esta é a qualidade do presente do mistério de Deus, que é, que é agora, que é sempre, que é tudo. As estruturas da linguagem ligadas ao tempo e, as motivações do desejo e da imaginação ligadas ao ego, sempre falham em encontrar o acesso a esse mistério. O mantra, conduzindo-nos ao presente momento e, para além do ego, esgueira-se pelo estreito portal que leva à cidade de Deus.

Em última análise, só o silêncio faz sentido. O fazer e o pensar, que podem se tornar modalidades de operação tão compulsivas, não fazem de mim quem eu sou. É o ser, aquilo que me faz. O que faz de nós quem somos, é Deus sendo Deus. Deus é como Deus é e, eu sou como eu sou, o que vale dizer que eu só posso ser em Deus. . . .

Dizer isso tudo, é claro, é uma coisa. Entendê-lo é outra e, o entendimento é fortemente limitado pelas características finitas e pelas dualidades de nossas percepções mentais. Ainda assim, o entendimento é como uma placa de sinalização apontando para essa experiência fundamental de sermos quem somos. A vida só poderá nos satisfazer, se fôr vivida a partir desse fundamento. Por que deveríamos tentar ser qualquer outra coisa, se Deus se contenta em ser Deus. Deus é a criatividade do amor que se auto-comunica. A prece é simplesmente a total receptividade a essa energia criativa, no mais profundo e mais real centro de nosso ser, onde não somos nada além do que somos. Aqui, além de todo esforço e projeção de si, toda culpa ou vergonha e, todas as operações psicológicas, explodimos na realização de sermos conhecidos por Aquele que é.

A fidelidade à meditação diária e, ao nosso mantra durante nossos períodos de meditação, é tudo. Sabemos que não devemos pensar em Deus, ou imaginar Deus, durante esses períodos tão importantes, simplesmente porque ele está presente. Ele está ali, não apenas para ser encontrado, mas, para ser amado. Amando, deixamos que os pensamentos se percam.

"Pois estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem os anjos nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura, nem a profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor."(Rom 8:38-39)

Por que então, deixarmo-nos desencorajar por nossas distrações?

Medite por Trinta Minutos
Sente-se confortavelmente, mas com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado mas atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a como quatro silabas de igual duração Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada - nem de ordem espiritual nem de qualquer outra ordem. Se pensamentos e imagens afluírem à mente, trate-os como distrações e simplesmente retorne à repetição da palavra.

Comunidade Mundial de Meditação Cristã