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Terça-feira da segunda semana da Quaresma

D. Laurence Freeman

Mateus 23: 1-12: Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem.

Leia a passagem inteira do Evangelho, para ver a história completa da pungente crítica de Jesus ao atacar os “fariseus” - os fariseus muçulmanos, os fariseus hindus, os fariseus israelenses, os fariseus seculares e, não menos importante, os fariseus cristãos. Não são muitos os que conseguem expor e condenar a hipocrisia e a exploração impunemente.


E, como veremos na Semana Santa, Jesus também não escapou. Mas nós confiamos nele, por causa deste sofrimento e de suas conseqüências transcendentes, e porque ele falou a partir de um vício apaixonado pela verdade, que é o único tipo de vício que nos liberta.


É a própria religião que é aqui desmascarada, não apenas uma das confissões religiosas. A corrupção dos melhores é o pior, e por isso merece o mais alto nível de denúncia e condenação. Jesus, então, enuncia a conclusão lógica: não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos. Essa é deixa para a entrada de Lutero, um pouco mais tarde, do Concílio Vaticano II e, em seguida, do Papa Francisco. E também da grande sombra cristã, o anti-Cristo (anti-Krishna, anti-Moisés, anti-Maomé, anti-tudo o que é autêntico). Vocês são todos irmãos e irmãs - como vamos reconciliar este idealismo antieconômico com a necessidade de hierarquia e privilégio disfarçada de serviço e humildade? Fácil: irmãos mais velhos e irmãs inferiores.


Jesus é tão radicalmente agressivo. Como podemos domesticá-lo, como a igreja pode interpretar esta dita "boa" notícia perturbadora, que põe o mundo, tal como o conhecemos - e nossas mentes, como as usamos - de cabeça para baixo? Isso também é fácil. Criando sistemas que têm rótulos de verdade, mas não o toque curador da verdade. E depois, idolatrando os sistemas.


Como podemos resistir a esta tendência inevitável ao contra-revolucionário? Se você ainda não sabe, vamos rezar para que esta Quaresma lhe ensine.

Com amor

Laurence

 


 

Texto original em inglês

Tuesday 2nd Week Lent 2015
Matthew 23:1-12: so practice and observe whatever they tell you, but not what they do; for they preach, but do not practice. 

Read the gospel passage whole to get the full story of the excoriation of Jesus attacking the ‘Pharisees’ – meaning the Muslim Pharisees, the Hindu Pharisees, the Israeli Pharisees, the secular Pharisees and not least the Christian Pharisees. Not many people can get away with this kind of exposure and condemnation of hypocrisy and exploitation. And, as we will see in Holy Week, Jesus didn’t get away with it either. But we trust him, because of this suffering and its transcendent aftermath, and because he spoke from a passionate addiction to truth that is the only kind of addiction that sets us free.

Religion itself is laid bare here, not just one denomination. The corruption of the best is the worst and so deserves the highest level of exposure and condemnation. Jesus then draws the logical conclusion: you are not to be called rabbi, for you have one teacher, and you are all brethren. Enter Luther and, a little later, the Second Vatican Council and then Pope Francis. Enter also the great Christian shadow, the anti-Christ (anti-Krishna, anti-Moses, anti-Mohammed, anti-everything authentic). You are all brothers and sisters – how are we going to square that uneconomic idealism with the need for hierarchy and privilege masquerading as service and humility? Easy: older brothers and inferior sisters.

Jesus is so radically disruptive. How can we domesticate him, how can the church put a spin on this disturbing so-called ‘good’ news that turns the world as we know it – and our minds as we use them – upside down? That’s easy too. Create systems which have the labels of truth but not the healing touch of the truth. Then idolise the systems.

How can we resist this inevitable tendency to the counter-revolutionary? If you don’t know yet, let’s pray this Lent will teach you.


With love

Laurence

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.