Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
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Segunda-feira da quinta semana da Quaresma

D. Laurence Freeman

Reflexões da Quaresma - Laurence Freeman

Se não compreendermos o pecado, não compreenderemos a graça. E se não entendemos a graça, permanecemos trancados no Deus newtoniano de causa e efeito.

Felizmente, o pecado e a graça iluminam-se mutuamente. Em primeiro lugar, temos de separar o pecado da lei. Ou seja, é preciso ver que o pecado é mais do que a transgressão de uma regra que resulta em punição externa. O pecado contém sua própria punição. Um punidor externo não é mais que a imagem introjetada de um pai divino, sacerdote, mestre, ou estranho temido.

Afinal “[Deus] faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons” - ao menos na visão de Jesus. Talvez a gente ache que conhece melhor, e continue achando que o bom senso exige que qualquer Deus que possamos entender recompensa o bem e pune o mal. Neste caso, o que é o pecado? Será aquela fratura universal na natureza humana, que nos faz ver tudo em dupla? Aquela rachadura na vidraça que distorce tudo o que observamos, porque nós a vemos? De onde vem este tipo de rachadura? Onde está a culpa se é que, de fato, existe uma culpa? Nós não saberemos a resposta para esse enigma tão antigo enquanto não formos tocados pela graça.

 


 

Texto original em inglês

Monday Lent Week 5

If we can’t understand sin we won’t understand grace. And if we don’t understand grace we remain locked in the Newtonian God of cause and effect. Fortunately, sin and grace illuminate each other. Firstly we need to separate sin from the law. In other words, we need to see that sin is more than the breaking of a rule that will incur punishment from outside ourselves. Sin contains its own punishment. If there is another punisher, it is only our introverted image of a divine parent, priest, teacher or feared stranger.

After all ‘God is like the sun who is kind to the ungrateful and the wicked’ - at least in the way Jesus understood God. Maybe we know better and remain convinced that plain common sense demands that any God we can understand rewards the good and punishes the bad. So what is sin then? Is it that universal rift in human nature that makes us see everything in twos? That crack in the window pane that skews whatever we observe because we observe it. Where did this crack come from? Where does the guilt lie if, in fact, there is guilt involved? We will not know the answer to this oldest riddle until we are touched by grace.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.