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Sábado da segunda semana da Quaresma

D. Laurence Freeman

Reflexões da Quaresma - Laurence Freeman

‘O felix culpa – Ó feliz culpa de Adão!’, nós cantaremos na escuridão da noite do Sábado Santo, ou, como a Madre Juliana diz, ‘o pecado é necessário‘, significando que ele é útil.

Até que nós vejamos o que isso significa nós permanecemos trancados em nossa armadilha auto-referencial do pecado, o ciclo estéril do ego no qual todo sucesso enfraquece a si mesmo e nós negamos a nós mesmos o simples objetivo da felicidade que buscamos.

Mas, uma vez que enxerguemos o significado de nossas tristes limitações, a percepção começa a expandir de um centro que nós não sabíamos que existia até aquele momento. A parede de tijolos se torna como a platadorma 9 ¾ dos contos de Harry Potter. Para chegar até ela precisamos correr diretamente na direção da parede entre as plataformas 9 e 10. John Main diz que este é o ‘risco envolvido em toda forma de amor’ porque nós temos que arriscar a nós mesmos, não apenas nossa felicidade e segurança, mas nossa própria existência e ‘sem a garantia pré-fabricada de que o outro irá aparecer.’

Paradoxalmente, é apenas agora que nós podemos amar a nós mesmos de forma madura. Até este ponto nós estamos apenas buscando o auto-preenchimento através do preenchimento de nossas esperanças e desejos. A partir deste ponto – despertado pela feliz descoberta do ‘pecado’- nós descobrimos que o amor de si mesmo significa mais do que isso. É sobre descobrir que assim como o mundo é mais do que parece, nós também somos.

 


 

Texto original em inglês

Saturday Lent Week 2

‘O felix culpa – O happy fault of Adam!’, we will sing in the darkness on Holy Saturday night Or, as Mother Julian says, ‘sin is behovely’, meaning it is useful. Until we see what this means we remain locked into the self-referential trap of sin, the sterile cycle of the ego in which all success undermines itself and we deny ourselves the simple goal of the happiness we seek. But, once we see the meaning of our sad limitations, awareness starts to expand from a centre that we did not know existed until that moment. The brick wall becomes like platform 93/4. To get to it we have to run directly into the wall between platforms 9 and 10.

John Main says that this is the ‘risk involved in all loving’ because we have to risk our selves, not just our happiness and safety, but our very existence and ‘with no pre-packaged guarantee that the other will appear.’ Paradoxically, it is only now that we can love ourselves in a mature way. Until this point we are only seeking self-fulfillment through the fulfilling of hopes and desires. From this point – awakened by the happy discovery of ‘sin’ – we discover that the love of self means more than this. It is about finding out that just as the world is more than it appears, so are we.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.