Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
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Sexta-feira da segunda semana da Quaresma

D. Laurence Freeman

Reflexões da Quaresma - Laurence Freeman

A razão da disciplina espiritual é crescer na simplicidade para que nos tornemos mais abertos para amar e expandir nossa capacidade de amar além dos limites do ego.

O primeiro ponto hesitante nessa expansão da consciência é ironicamente uma imitação da realidade última. Começamos a aprender a amar a nós mesmos como Deus ama a si mesmo.. Para nós, entretanto esse primeiro passo é um estágio muito limitado da consciência porque estamos primeiramente concentrados em nossa sobrevivência e em alcançar a felicidade pela satisfação de nossos desejos imediatos. É uma descoberta emocionante de que podemos fazer isso e imaginamos esperançosamente que essa satisfação própria possa continuar indefinidamente.

Mas então atingimos a parede impenetrável da finalidade e alteridade. A repetição de nosso amor por nós mesmos nesse ponto é exposta como limitação fatal e insatisfação cruel. Vemos que outras pessoas existem e que nós inevitavelmente prejudicamos os outros quando agimos auto centradamente. Essa é a descoberta tanto da responsabilidade humana e nossa capacidade própria para a irresponsabilidade a qual pode ser chamada de pecado. Ver a nós mesmos como "pecadores" não é, portanto, motivo de culpa mas uma vergonha terapêutica que revela simultaneamente nosso potencial e nossa falha em realizá-la.

 


 

Texto original em inglês

Friday Lent Week 2

The point of all spiritual discipline is to grow in simplicity so that we can become more open to love and expand our capacity to love beyond the boundaries of the ego. The first, faltering step in this expansion of consciousness is ironically an imitation of the ultimate reality. We begin by learning to love ourselves just as God loves himself. For us, though, this first step is a very limited stage of consciousness because we are concerned primarily with our own survival and the acquiring of happiness by the satisfaction of our immediate desires. It is an exhilarating discovery that we can do this and we hopefully imagine that this self-satisfaction can continue indefinitely.

But then we run up against the hard brick wall of finality and otherness. The repetition of our love of self at this level is exposed as fatally limited and cruelly unsatisfying. We see that other people exist and that we inevitably hurt others when we act self-centredly. This is the discovery both of human responsibility and of our capacity for irresponsibility which can be called sin. Seeing ourselves as ‘sinners’ is therefore not a cause for guilt but for the therapeutic shame that simultaneously reveals our potential and our failure to realize it.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.