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Séries de Palestras

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Quarta-feira de Cinzas

D. Laurence Freeman

Ela não tinha nada de especial para se queixar. A vida lhe ensinara alguma sabedoria, através de seu sofrimento e perdas, mas ela também havia aprendido muito a partir dos momentos de alegria e satisfação extática. Ela não carregava nenhum grande fardo de culpa, nem deficiência ou aflição excepcionais. Realmente, não havia nenhuma razão para ela estar tendo essa torturante sensação de algo mais. Ela nem sabia ao certo se esse sentimento era um tipo de desejo ou de tristeza - algo que ela queria ou lamentava que não tinha. Talvez houvesse até a estranha sensação que muitas vezes temos com relação a um desejo profundo - de que não estaríamos ansiando por ele se já não tivéssemos sido tocados por ele e o possuído de algum modo.

Somos um enigma para nós mesmos, e a única forma de solucioná-lo, de resolvê-lo, é aceitá-lo: entrar no senso de absurdo a fim de encontrar significado e no senso de ausência para encontrar o que está presente para nós.

Este sentimento é inquietante, perturbador. Ele questiona a nossa superficial compreensão de felicidade e significado. Muitas vezes desejamos que pudéssemos estar livres desta sede insaciável. No entanto, ela é um dos nossos maiores dons e uma forte reafirmação de que a nossa humanidade ainda está em desenvolvimento. A Quaresma é um tempo para localizar e identificar esta fome de Deus, inteireza e plenitude do ser. E então valorizá-la pelo que ela é.

Quando aprendeu a reconhecê-la pelo que ela era, estava pronta para começar a meditar - novamente. 

 


 

Texto original em inglês
Ash Wednesday

She had nothing special to complain about. Life had taught her some wisdom through her suffering and losses but she had also learned much from times of joy and ecstatic fulfillment. She carried no great burden of guilt or unusual handicap or affliction. Really there was no reason for her to be feeling this gnawing sense of something more. She wasn’t even sure whether this sense was a type of desire or of sadness – something she wanted or regretted that she didn’t have. Perhaps there was even the strange feeling that we often have with deep desire – that we wouldn’t be yearning for it if we hadn’t already been touched by it and possessed it in some way.

We are a conundrum to ourselves and the only way to solve it, to resolve it is to accept it: to enter into the sense of absurdity in order to find meaning and into the sense of absence to find what is present to us.

This feeling is unsettling, disturbing. It questions our superficial understanding of happiness and meaning. We often wish we could be free of this unquenchable thirst. Yet it is one of our greatest gifts and a strong reassurance that our humanity is still developing. Lent is a time to locate and identify this hunger for God, wholeness and fullness of being. And then to value it for what it is.

When she learned to recognise it for what it was she was ready to begin to meditate - again.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.