Reflexões da Quaresma

Durante toda a Quaresma, Dom Laurence envia suas reflexões diárias para a Comunidade.
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Séries de Palestras

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Quarta-feira da 1ª Semana da Quaresma

D. Laurence Freeman

As crianças precisam deles. Nós todos os formamos constantemente e os modificamos quando as circunstâncias mudam. Eles são fonte de segurança e confiança na vida. Mas todos nós queremos escapar deles e sermos livres - algo que pensamos fazer de um modo controlado no que chamamos de férias.

Onde estaríamos sem os hábitos?

No nível mental eles nos dão estabilidade psicológica (apesar de frequentemente sob o custo de nos sentirmos presos). Psicologicamente repetimos hábitos e padrões mentais até enjoar. Raramente pensamos nisso porque repetimos meramente velhas rotinas de respostas emocionais trajadas como pensamentos.

Nós identificamos nós mesmos - e nosso estilo de vida - pelos hábitos, sejam eles bons ou maus, que compõem cada dia, de modo que eles nos dão uma falsa segurança porque são mecânicos e assim nos tornam impotentes para acessar as mais profundas fontes de criatividade e espontaneidade. Admiramos e invejamos outras pessoas pela coragem sempre que eles fazem algo não habitual. Mesmo bons hábitos precisam ser feitos conscientemente. Esquecemos que somos capazes tanto quanto qualquer um de viver no momento presente e então transformar hábitos mecânicos em rituais transformadores de vidas.

Hábitos são regulados, como algo orgânico ao invés de padrões mecânicos desumanizadores, simplesmente de acordo com o grau em que podemos viver contemplativamente - no aqui e agora. Para John Main isso significa dar o salto da fé, o "risco que envolve todo o amor". Deixar rolar antes de ter a certeza do que vai acontecer.

Estranhamente, portanto, é o bom hábito da meditação, pela manhã e à noite, que fortalece essa capacidade de viver radicalmente (ainda que de maneira integral, e não extrema). Na meditação, bebemos diretamente da pura fonte do ser, no sempre presente agora.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.