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Segunda-feira da 1ª Semana da Quaresma

D. Laurence Freeman

O acompanhante bíblico para a Quaresma é tradicionalmente o Livro do Êxodo. Ele conta a história - ou melhor, o mito fundador - da fuga dos israelitas da opressão no Egito. Os registros históricos não apóiam a história literal, mas ela é uma das grandes metanarrativas da humanidade. Um tipo diferente de verdade.

Nas mentes dos mestres espirituais da tradição, tornou-se uma alegoria da jornada da alma, do pequeno eu para o verdadeiro eu. No mundo do pequeno eu, somos oprimidos pelos nossos próprios medos e compulsões. Nós somos a nossa própria prisão. Mas alguma coisa - este é o mistério - algo nos impulsiona para cima e para fora desta pequenez de alma. Ela nos chama à expansão da liberdade e ascensão da pessoa como um todo (em comunidade e solitude, não em isolamento e solidão) a Deus.

O despertar espiritual começa, portanto, com a questão humana universal "quem (realmente) sou eu?" Nos filmes Bourne - que são uma alegoria kafkiana moderna - um simpático mas enigmático personagem se esqueceu de quem ele é. Mas ele sabe que está sendo seguido por forças hostis que atacam o que é mais precioso para ele. Ele é acusado de crimes dos quais não tem nenhuma memória. Descobrir quem ele é, é uma questão de vida e morte.

Quando Moisés, no final de sua vida, esbarra na Sarça Ardente, sua vida é alterada pelo sagrado. Ele é avisado por aquele que é o fogo eterno para tirar os sapatos (o velho eu), porque o próprio solo é sagrado. Mas então esta experiência de contemplação - uma verdadeira experiência de iluminação - lança-o em ação. Ele tem de libertar o seu povo. Relutante e cheio de insegurança, ele concorda com a oferta que nenhum de nós pode recusar mantendo a integridade. Mas ele quer saber o nome de Deus e tudo o que obtém é: "Eu sou quem eu sou". Ser é o bastante. Nossa jornada de auto-conhecimento é feita dentro das missões do dia-a-dia e das responsabilidades da vida. Mas o chão que pisamos cada dia é sagrado. Isto é o que a nossa meditação diária e seus frutos nos ensinam.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.