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Séries de Palestras

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Quinta-feira da 5ª Semana da Quaresma

D. Laurence Freeman

A vida vem em muitas formas e tamanhos e de direções inesperadas. Ela não pode ser controlada. A negação da vida, porém, também é excessiva. A negação geralmente começa com o medo porque a vida é presságio de mudança e por isso ela exige que nos adaptemos.

Se esta exigência nos amedronta em demasia nós tentamos diminuir o potencial da nova vida e limitar a sua energia de modo que possamos melhor controlá-la. Pouco tempo depois tudo o que teremos conseguido será sufocá-la. E então nos lamentamos porque a vida parece ter se tornado entediante ou vazia.

Uma característica da vida é a mudança – nós chamamos isso de crescimento. A vida também é auto comunicativa e traz para a consciência os relacionamentos que ela estabelece. Uma questão importante para os seres humanos, especialmente numa cultura como a nossa que se baseia tanto em realidades virtuais para o seu estímulo, é: será que nos sentimos realmente vivos? Estamos conscientes da mudança como crescimento ou meramente como desafios às nossas tentativas de assumirmos o controle. Como seres que se relacionam entre si nós vemos estes relacionamentos como o solo sagrado da nossa existência ou como apêndices, adições à busca do ego por felicidade em seus próprios termos?

Tais questões, certamente, podem também tornar-se negadoras da vida caso nos tornem demasiadamente auto-centrados. A vida irradia para fora do misterioso centro de sua origem. É este o centro com o qual nós mais precisamos nos sentir conectados, não o centro opaco que é o nosso ego. Meditação muda o centro na direção correta.

Dois dias atrás nós abrimos nosso novo Centro Meditatio em Londres. É um sinal de mudança e de relacionamentos ampliados que evoluiu a partir do programa Meditatio na comunidade, que começamos três anos atrás. Várias pessoas vieram ao centro para celebrar esta nova vida e para estender seus votos de sucesso. Os inícios de novas coisas – bebês, livros ou centros – são naturalmente alegres e pulsam com otimismo e potencial. Eles nos lembram do que a vida significa.

A meditação faz com que este tipo de experiência do início de uma nova forma de vida seja contínuo. Ela mantem o frescor porque nós aprendemos a estar mais vivos dia após dia, menos amedrontados pelo crescimento, menos em negação. ‘Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância.’ Isso se traduz em experiência pessoal. Ou melhor, não é traduzido. Isso é descoberto no caminho que é a vida.

 



Texto original em inglês

Thursday Lent Week 5
By Laurence Freeman, OSB

Life comes in many shapes and sizes and from unexpected directions. It is irrepressible. The denial of life, however, is rampant too. The denial often begins with fear because life presages change and so it demands that we adapt. If this demand scares us too much we attempt to diminish the potential of the new life and to limit its energy so that we can better control it. Before long all we have done is succeed in stifling it. And then we complain because life seems to have got boring or feels unfulfilled.

One characteristic of life is change – we call this growth. Life is also self-communicating and brings to consciousness the relationships it establishes. An important question for human beings - especially in a culture like ours that relies so much on virtual reality for its stimulation - is do we feel really alive? Are we aware of change as growth or merely as challenges to our attempts to be in control. As beings-in-relationship do we see these relationships as the sacred ground of our existence or as adjuncts, add-ons to the ego’s quest for happiness on its own terms?

Such questions can of course also become life-denying if they make us too self-centred. Life radiates outwards from the mysterious centre of its origin. It is that centre with which we most need to feel connected, not the shadowy centre which is our ego. Meditation shifts the centre in the right direction.
Two days ago we opened our new Meditatio Centre in London. It is a sign of change and expanding relationships that has evolved from the Meditatio program in the community that we started three years ago. Many people came to the centre to celebrate this new life and to wish it well. The beginnings of new things – babies, books or centres – are naturally joyful and pulse with optimism and potential. They remind us what life means.

Meditation makes this kind of experience of the beginning of a new life-form continuous. It stays fresh because we learn to be more alive day by day, less frightened of growth, less in denial. ‘I have come that you may have life, life in all its fullness.’ This translates into personal experience. Or rather it is not translated. It is discovered on the way that is life.

 

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.