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Natal de 2009 – Caríssimos Amigos, "E de repente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste a louvar a Deus" (Lc 2, 13) Uma tradição judáica afirma que quando os anjos viram o que Deus havia feito na obra da criação, eles irromperam em um canto de louvor que continua ao longo do tempo no coração de todas as coisas. A história de que o nascimento de Jesus provocou outra irupção cósmica similar, depois que os pastores ouviram a boa nova, nos lembra o quanto a nova criação em Cristo é diferente e similar. De maneira semelhante, o mantra canta em nossos corações, na epifania de seu nascimento em nós. Os seres humanos contam histórias para criar o significado que necessitamos descobrir para vivermos bem. As histórias das escrituras são diferentes das telenovelas ou mesmo da literatura ficcional que usamos como entretenimento. As narrativas da escritura, tais como a do nascimento de Jesus, proporcionam mais respostas cada vez que as relembramos, isso por estarem tão vividamente interligadas com nossas próprias vidas. Essa experiência de aprofundamento espiritual, essa elevação e esclarecimento de consciência, que resulta de nossa meditação, é alimentada pelo Verbo que está vivo e ativo. Isso também nos reconduz à escritura com uma nova sêde e uma nova capacidade de discernir. O Natal é um banquete de significado. Grande parte dele se reflete nas nossas formas culturais de celebração nesta parte do ano: a troca dos presentes que nos lembra que os relacionamentos humanos se fundamentam na doação, e não na barganha ou na exploração; a reunião da família e dos amigos que nos lembra que não estamos sós na solitude da jornada humana; a comida e a bebida que nos lembra que a comemoração nos é natural e necessária. Todavia, todas essas coisas dependem da experiência pessoal do que é que o Natal significa: a radical pobreza e simplicidade, a intoxicante proximidade com Deus que nos revela essa completa dependência em ser. Quanto mais nos aproximamos dessa radical simplicidade, para a qual nossa meditação continua a nos impelir, mais precisamos cantá-la. Quanto mais completo o canto, mais rico o silêncio. Como Comunidade, unamo-nos em nossos corações nesta temporada cheia de alegria. Que nossa percepção dessa nova criação possa restaurar o necessário amor pela terra, para que possamos reparar os danos que a ela infligimos. Que nossa vida como Comunidade possa incrementar a energia de paz de que nosso mundo dividido tanto carece, bem como a justiça da qual a paz depende: a verdadeira sabedoria que o recém nascido Jesus corporifica. Com Muito Amor, Laurence Freeman OSB |
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Comunidade
Mundial de Meditação Cristã |