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Natal de 2007 – Caríssimos Amigos, "No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele..." (Prólogo do Evangelho Segundo São João) Recentemente, conversava com um casal que tinha uma grande expectativa para o Natal, com seus filhos. Eles estavam completamente envolvidos na animação dos filhos e, com a intensa expectativa deles. No entanto, eles estavam desfrutando o momento e, ao mesmo tempo, também estavam cônscios que só haveria um certo número de Natais como esse, em que as crianças guardariam essa qualidade de pura e simples alegria. Períodos e festividades, tais como, nascimentos e aniversários, nos lembram que o tempo corre em ciclos e, mesmo assim, é linear. Os mesmos períodos se repetem nessa grande roda. Mesmo assim, tudo passa. O tempo é uma flecha com inexorável sentido de direção. Frequentemente, nos parece que é a própria fragilidade e mortalidade da vida que tornam cada momento tão precioso e vital e, o porque de frequentemente encontrarmos a mais profunda paz, apenas quando aceitamos completamente nossa mortalidade. Nestes dias que se aproximam, recebemos outra oportunidade de adentrar o mistério do coração da fé cristã: a humildade inimaginável e o eros apaixonado do Criador, ao despir a própria divindade de Deus e, no vazio subsequente, inundar com ilimitado amor as estreitas e dolorosas limitações do humano. Podemos precisar nos sentar após a meditação, muitas vezes, com as palavras do prólogo de João, para verdadeiramente permitir-lhes despertar a maravilha que elas carregam e, para que essa maravilha penetre nossas vidas. São João nos diz “Veio para o que era seu e os seus não o receberam”. É por isso que meditamos: para sermos capazes de reconhecê-lo, mesmo que apenas um pouco mais claramente a cada ano, até que o mistério completo nos domine e absorva. O Verbo é eterno, mas, o mundo não é. A meditação nos familiariza com o paradoxo que proporciona o espaço para que esse reconhecimento se desenvolva. O “Logos”, em grego, significa algo que mais se parece a pensamento, ou razão. Em hebraico o significado é mais de fala, de elocução que comunica o que é interior. Assim, ele harmoniza as dimensões interior e exterior de toda a experiência e consciência humanas. Quando ouvimos e reconhecemos o Verbo, somos elevados à profunda e simples unidade de Deus, além de todas as dualidades e divisões, que nos causam dor e, nos conduzem à violência do medo. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como filho único, cheio de graça e de verdade. A carne que o Verbo tomou, e toma a todo instante, não significa apenas o corpo material. É o mundo todo, em seu sofrimento e fragilidade, bem como, em sua alegria e beleza ilimitada. Nenhuma sensação ou experiência pode agora ser separada de nossa fonte e meta mais elevada. Pela Encarnação, somos envolvidos no abraço divino, abraçados e não sufocados, compartilhando a glória que é a plenitude do ser. A meditação também, de uma forma muito pessoal e particular, se encarna em nós. Apenas os que não sabem disso, pensam que a meditação é abstrata. O mantra que suavemente se enraíza no coração, se torna o próprio sacramento da Encarnação, liberando o poder do amor em nossa direção, a partir de sua verdadeira fonte em nós. Podemos entender melhor esse mistério da fé, através da meditação e, através do ensinamento, profundamente centrado em Cristo, do caminho que John Main deixou para nós e para as futuras gerações. Vinte e cinco anos atrás, seu trabalho parecia estar terminado, um breve momento na história da Igreja. Porém, ao celebrarmos sua memória, na missa do dia 29 de Dezembro, na Catedral de Westminster, com você, quer você esteja ali fisicamente ou não, reconheceremos o quanto seu ensinamento e seu espírito cresceram, espalhando-se e aprofundando-se, alimentando a Igreja em escala global. Sim, o tempo é cíclico e linear. No entanto, ao final do tempo, encontramos o eternamente novo começo, Deus emitindo continuamente o Verbo. Notamos que o tempo se abre no mortal, para revelar o momento presente. É nessa presença sempre-presente, que sentimos um crescimento da gratidão a Deus, pelo que foi feito através de Dom John e, pelo que acontece dentro da Comunidade, que ele antecipara teria que tomar a forma de uma comunidade de amor. Que este Natal e sua comemoração do aniversário possam inundá-lo com alegria e paz e o conforto da amizade. Com Muito Amor, Laurence Freeman OSB |
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Missa
de Aniversário "Vida e Legado de John Main" - dia 29 de Dezembro
O Natal é uma festa que pode abrir os corações de todos nós para a presença do Cristo. Nos defronta com as grandes qualidades da inocência e da esperança, que todos precisamos, se quisermos acordar para a sua luz e, nos enche de confiança, porque nos diz que os tempos antigos terminaram. A nova era, a nova criação, se iniciou e, o nosso ponto de partida, para encontrá-la por toda a parte, é o de entendê-la como uma realidade em nosso coração. (John Main) |
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Comunidade
Mundial de Meditação Cristã
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