Caso estejamos verdadeiramente atentos ao mantra, não conseguimos imaginar a Deus. Não conseguimos engendrar nenhuma idéia ou ícone de Deus. Nesse contexto da mais pura atenção, da mais pura fé, aprendemos que todas as imagens, idéias, recordações e palavras estão aquém da realidade sobre a qual estamos prestando atenção. Elas não são reais. Elas são ilusão. Assim, na meditação, nos damos conta que Deus não é uma recordação ausente ou um sonho abstrato. Deus é.
Na simplicidade e na fidelidade da prática, conhecemos a Deus, não como uma entidade da qual pensamos, imaginamos, falamos ou analisamos, mas, como toda a realidade. Seguir adiante, encontrar a Deus na mais pura atenção, é conhecer e ser conhecido por Deus. Conhecer é amar. Ser amado é ser conhecido. Ser amado por Deus é amar a Deus. Precisamos nos despojar de todos os processos intermediários. Todas as imagens, pensamentos e linguagem, devem ir embora.
A prática simplificadora da repetição do mantra, nos ensina a prestar total atenção diretamente ao que é. Prestar total atenção ao Uno que, pessoalmente, é. De modo a nos prepararmos para isso, aprendemos a disciplina da atenção conscienciosa. Aprendemos a disciplina da abnegação, de não pensarmos em nós mesmos. Para não sermos enredados em uma teia de nossa própria tessitura auto-reflexiva. Para que não sejamos presa de circunstâncias externas. Para vivermos, porém, a partir das profundezas de nosso próprio ser, a partir das profundezas do próprio ser.
A meditação é uma disciplina da presença. Por meio da imobilidade do corpo e do espírito, aprendemos a estar completamente presentes a nosso ser, a nossa situação, a nosso lugar. Não se trata de uma fuga. Por meio do enraizamento em nosso próprio ser, tornamo-nos presentes à sua fonte. Nos enraizamos no próprio ser. Através de todas as circunstâncias cambiantes da vida, nada poderá nos abalar.
O processo é gradativo. Demanda paciência. E, fidelidade. E, disciplina. E, humildade.
A humildade da meditação, é a de colocar de lado todo questionamento cheio de si. Colocar de lado a presunção, significa nos sentirmos pobres, despojados do ego, à medida que aprendemos como ser. Estar presentes à presença. Aprendemos, não da nossa própria inteligência, mas da própria fonte da sabedoria, do Espírito de Deus. |
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Medite
por Trinta Minutos
Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxado, mas, atento. Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.
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