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"O
Silêncio do Amor"
- Leitura
de 18/11/2007 Uma memorável frase de Santo Agostinho se dirige com vigor a todas as gerações: "Meu coração estará agitado, até que ele descanse em Ti." Esta é a universal e perene busca humana, por aquele descanso e, pela compreensão de que encontrar o descanso, é encarar o desafio de colocar os pés no chão. Precisamos encontrar a base realmente sólida, a partir da qual vivemos. Tanta vida passa. A vida é como a areia que escorre pela ampulheta. Porém, ao vermos a areia escorrendo, todos sabemos que não pode ser só isso. Sabemos que deve haver algo mais sólido e duradouro. [. . . .] A partir de, em direção a, perder, encontrar. Esse é o problema de falarmos de meditação. Qualquer que seja a linguagem que utilizemos, começamos a falsificar algum aspecto da experiência, tão logo comecemos a nos manifestar. Se eu falo de "perder nossa vida", não consigo explicar quão completamente e, quão profundamente, nossa vida nos é doada. A idéia de perda, falha em capturar nossa profunda consciência da vida, como sendo um dom absoluto, algo que não está escorrendo pela ampulheta, mas, se expande em direção à eternidade. A linguagem é tão fraca para explicar a abrangência do mistério. É por isso que o silêncio absoluto da meditação é tão importante. Não tentamos pensar em Deus, falar com Deus ou, imaginar Deus. Permanecemos naquele silêncio reverente, abertos ao silêncio eterno de Deus. Através da prática e do aprendizado diários, descobrimos, na meditação, que esse é o ambiente natural para nós todos. Fomos criados para isso e, nosso ser se expande e floresce naquele silêncio eterno. O "silêncio", como palavra, entretanto, já falsifica a experiência e, talvez afaste muitas pessoas, por sugerir alguma experiência negativa, a impossibilidade de som ou linguagem. As pessoas temem que o silêncio da meditação seja regressivo. Porém, a experiência e a tradição, nos ensinam que o silêncio da prece não é o estado pré-linguístico, mas, o pós-linguístico, aquele no qual a linguagem completou sua tarefa de nos indicar o caminho, que a atravessa e lhe vai além, além mesmo, de todo o reino da consciência mental. O silêncio eterno não está privado de nada, nem nos priva do que quer que seja. É o silêncio do amor, da aceitação não-qualificada e incondicional. |
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Medite
por Trinta Minutos |
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Comunidade
Mundial de Meditação Cristã
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