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"Preparando-se
para o Nascimento"
- Leitura
de 13/01/2008 Um dos temores que encontro mais freqüentemente, nas pessoas que começam a meditar, como meio de diária peregrinação, é o de que a jornada para seu próprio coração, para esse espaço infinito, possa levá-las ao isolamento, longe do conforto e da familiaridade do conhecido, para o desconhecido. Este é um temor inicial compreensível. Ao dizermos "deixar para trás o familiar", isso freqüentemente significa "deixar para trás a superficialidade" e, isso pode criar uma sensação de vazio, à medida que nos expomos a uma maior profundidade e a uma realidade mais substancial. Levamos algum tempo, para nos adaptar a essa nova sensação de pertencer, de um novo parentesco, que parece colocar todos os nossos relacionamentos em uma nova ordem. O nosso "voltar ao lar", pode nos dar a sensação de um "sem lar". Com o tempo, compreendemos que, nessa nova experiência da inocência, de deleite no dom da vida, estamos deixando para trás a infantilidade e, adentrando a maturidade completa que Jesus desfruta no Pai, a totalidade de seu amor, que entra e se expande em nossos corações, no Espírito. Não será apenas agora, no início de nossa peregrinação, que precisaremos do amor humano e, da inspiração de outros. Mas, é agora, ao encontrarmos um largo horizonte que nos é pouco familiar, que sentimos uma carência especial, da energia da comunidade com outros. Abrirmo-nos a eles, expande, por sua vez, nossa sensibilidade a suas carências. E, assim que o mantra nos conduza para mais longe de nosso auto-centramento, nos voltaremos mais generosamente para os outros, recebendo, em troca, seu apoio. Na verdade, nosso amor pelos outros, é a única maneira verdadeiramente cristã de medirmos nosso progresso na peregrinação da prece. O compromisso que, a princípio, essa jornada nos exige, é pouco familiar. Demanda fé, talvez uma certa negligência para começar. Porém, uma vez que tenhamos começado, será a natureza de Deus, a natureza do amor, que nos fará voar, ensinando-nos, por experiência própria, que nosso compromisso é com a realidade, que nossa disciplina é a prancha que nos impulsiona à liberdade. Só podemos provar que é infundado o temor de que a jornada seja mais de "partida", do que de "chegada", por experiência própria. Esta é uma jornada em que, afinal, só a experiência conta. As palavras ou textos de outras pessoas só podem adicionar alguma luz à realidade completamente verdadeira, completamente presente e, completamente pessoal, que vive em seu coração e, em meu coração. Milagrosamente, podemos adentrar essa experiência juntos e, descobrirmos a comunhão, exatamente onde a comunicação parecia falhar. E, a jornada para nosso próprio coração é uma jornada para todos os corações. E, sob o primeiro raio de luz do verdadeiro, compreendemos que essa é a comunhão, que é o reino, que Jesus nasceu para estabelecer e, no qual, ele novamente nasce em todo coração humano, para que compreenda. |
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Medite
por Trinta Minutos |
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Comunidade
Mundial de Meditação Cristã
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