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"Carta
Quatro" - Leitura
de 09/09/2007
THE WEB OF SILENCE (Londres: DLT, 1996),
pg. 38-39.
Ao meditarmos,
seja a sós, ou em grupos, ou mesmo em comunidades, dificilmente poderemos
deixar de nos tornarmos mais conscientes da profunda relação que existe
entre a meditação e o mundo em que vivemos. Dessa consciência ali cresce
uma experiência de interdependência, a base do ser à qual todos estamos
enraizados, que
se expressa a si mesma através de um senso de responsabilidade mais
elevado. Nossa consciência natural então, nos leva a agir responsavelmente
no aspecto apropriado de nossa vida e, nisso celebramos o casamento
entre a contemplação e a ação. A energia que dirige esse processo é
o amor. A compaixão é o amor que une aqueles que sofrem.
É redentora, pois, ao contrário de toda expectativa, dispara uma luz
nas mais escuras profundezas e, promove a alegria de viver em meio à
pior das tragédias.
Na natureza
humana, a capacidade universal para a compaixão pode ser revelada na
reação coletiva a uma tragédia de escala nacional. Durante a manifestação
dessa capacidade, conseguimos ter um melhor entendimento da vida. Os
verdadeiros valores tomam o lugar dos falsos. A impaciência e a intolerância
que resultam do medo entre as pessoas, desaparecem e, nesses momentos
de graça, nos tratamos, uns aos outros,
com simpatia e respeito. O reino, diriam os cristãos, está a nosso alcance.
Seu caráter interior torna-se manifesto nos relacionamentos humanos.
Sabemos porém, que infelizmente esses momentos de paz não duram muito.
. . .Um dos significados do sofrimento e do mal, certamente é o de que
ele nos leva, ainda que brevemente, à consciência compartilhada da realidade
da comunhão. Vemos que o reino....não é um produto a ser produzido e
consumido, mas, a base do ser, atemporal e sem fronteiras. Desde que
não nos tenhamos tornado insensíveis ao sofrimento, na tragédia vislumbramos
não apenas quão distante, mas quão próximo Deus está de nós.
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Medite
por Trinta Minutos
Sente-se confortavelmente, mas com a coluna ereta. Feche levemente os
olhos. Sente-se relaxado mas atento. Em silêncio, interiormente,
comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração
"Maranatha". Recite-a como quatro silabas de igual duração
Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Ouça-a à medida que a pronuncia,
suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada - nem
de ordem espiritual nem de qualquer outra ordem. Se pensamentos e imagens
afluírem à mente, trate-os como distrações
e simplesmente retorne à repetição da palavra.
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