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"Amizade e Sombra" - Leitura
de 05/04/2009 Laurence Freeman, WCCM International Newsletter, Agosto de 1997, pgs. 5-6 Tradução de Roldano Giuntoli |
Talvez a amizade seja natural e necessária e, capaz de nos levar à amizade com Deus, que é amizade. Porém, há uma real e terrível parte de nós mesmos, que nega e rejeita isso. Negamos a primeira afirmação de Deus acerca da pessoa humana, a de que não nos faz bem sermos solitários. Ouvi isso recentemente em uma reunião de AA, quando um jovem descrevia sua lenta recuperação, um novo emprego, um recomeço em seu casamento com sua leal e carinhosa esposa. Ele falava, com uma voz calma e baixa, acerca do impulso irresistível, contra o qual ele tinha que lutar, no sentido de se livrar da esposa e de todos os outros laços, para poder voltar para a bebida. [...] Como caminhar em nossa própria sombra, permitindo, ao mesmo tempo, que ela seja iluminada. Aqui, a meditação é o grande mestre. Ao repetirmos o mantra, com fé e amor, na amigável presença de Cristo, melhor conseguimos abraçar e integrar nosso inimigo interior, para fazermos dele nosso servo, em vez de nosso tirano. No devido tempo, ele poderá até se tornar nosso amigo e, nos ajudar a ver que nosso verdadeiro eu, sempre foi, e só pode ser, um Amigo. Quanto mais longamente meditamos, mais nos damos conta do quanto o mantra é, em si mesmo, um amigo. Assim como com todos os amigos, uma vez escolhido, devemos aprender a lhe ser fiéis. No devido tempo ele atravessa a sombra do ego e, se funde na Palavra, que é Jesus e assim, na união, na amizade, com tudo... Nesse caminho, aprendemos que os colegas de peregrinação são amigos. Vemos que os amigos são outros “nós mesmos”, porque ao nos relacionarmos com eles, nos unimos com o verdadeiro ser, no qual não há divisões. Vemos como é que Cristo, que nos escolheu como amigos e, nos testa de modo a poder nos admitir dentro da amizade que é Deus, é a passagem para a amizade com Deus. |
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Medite
por Trinta Minutos |
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Comunidade
Mundial de Meditação Cristã |