|
"O Labirinto"
- Leitura
de 03/02/2008
JESUS THE TEACHER WITHIN (NY: Continuum, 2000), pgs. 231-232.
Tradução de Roldano Giuntoli
Se é para abraçarmos a eternidade da plenitude de ser (o "Eu Sou" de Deus) precisamos primeiro encarar a dura realidade da impermanência e do vazio. A tentação é sempre a de reduzir a intensidade, de mergulhar num menor grau de consciência, até mesmo de dormir. O Buda alertou contra nublar a mente neste ou em qualquer outro estágio da jornada com tóxicos ou sedativos, estimulantes ou calmantes. Jesus exortou a todos para ficarem plenamente conscientes:
Estai de sobreaviso, vigiai, porque não sabeis quando será o tempo... Vigiai pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa chegará, se de tarde ou à meia noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que vindo de repente, não vos encontre dormindo. O que digo a vós, o digo a todos: vigiai! (Mc 13, 33-37)
Na carta aos Efésios Paulo diz que esta afirmação sobre vigilância conduz aos "poderes espirituais da sabedoria e da visão" até à gnose do conhecimento espiritual. Mas mesmo com uma fé forte, o doloroso sentido da separação não é imediatamente dissipado, mesmo quando a sabedoria começa a brilhar. A parede do ego pode parecer um obstáculo intransponível, um beco sem saída, nos deixando sem ter para onde correr. Mas, como nos lembra a Ressurreição, o que parece o fim, não o é. Ao encararmos nosso egoísmo entrincheirado e, reconhecendo sua morte vagarosa, a meditação nos ajuda a verificar nossa própria ressurreição na nossa própria experiência.
A lei da natureza inferior, do karma, e o domínio do ego limitante, reinam até que um buraco apareça na parede. Primeiro um tijolo é retirado, como se fosse por uma mão invisível e nós vislumbramos uma perspectiva que vai além de qualquer coisa que tenhamos previamente pensado ou fossemos capazes de conhecer. É uma experiência e, no entanto, de certa maneira é diferente de tudo que experimentamos antes. Não somos mais meramente a pessoa individual que pensávamos ser. A vida mudou de forma irreversível. Nós vivemos e, no entanto, como São Paulo, não vivemos mais.
Eu sou porque não sou. |
|
Medite
por Trinta Minutos
Sente-se confortavelmente, mas com a coluna ereta. Feche levemente os
olhos. Sente-se relaxado mas atento. Em silêncio, interiormente,
comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração
"Maranatha". Recite-a como quatro silabas de igual duração
Ma-ra-na-tha, em ritmo lento. Ouça-a à medida que a pronuncia,
suavemente mas continuamente. Não pense nem imagine nada - nem
de ordem espiritual nem de qualquer outra ordem. Se pensamentos e imagens
afluírem à mente, trate-os como distrações
e simplesmente retorne à repetição da palavra.
|