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Caríssimos Amigos

Dezembro de 2000 WCCM International Newsletter

A atenção é a essência da contemplação.  Estamos todos cientes, ou deveríamos estar, de quão fraca e infiel pode ser, a duração de nossa atenção.  Por isso, precisamos de uma prática diária de meditação que esteja inserida na rotina de nossa vida privada.  Não será pensando a respeito, ou mesmo desejando-a, que faremos crescer nossa capacidade de atenção, mas sim, pela prática.  [...]  A atenção purifica nossos corações e muda o mundo.  Compreendemos isso, a partir do abençoado alívio que sentimos em nossas afições pessoais, quando alguém nos concede sua genuína atenção, ao dela mais precisarmos.  A compaixão é o primeiro fruto da atenção.  É a vida que flui a partir da morte do egoísmo. [...]

Ouvir o mantra, com atenção, reduz gradualmente a freqüência e a intensidade dos pensamentos e impulsos que nos distraem.   Isso dá nova forma, ao que o ego deforma.  Passamos a repetir o mantra, para reverberá-lo e ouví-lo com atenção cada vez mais refinada, mais sutil e, mais dedicada.  Isso nos alinha à freqüência do Espírito Santo que atravessa todo instante de tempo e toda célula de vida.  Em seu silêncio e imobilidade, está a nossa força. 



Texto original em inglês

An excerpt from Laurence Freeman OSB, “Dearest Friends,” Christian Mediation Newsletter, December 2000.

Attention is the essence of contemplation. We are all aware - or should be - how weak and unfaithful our attention span can be. This is why we need a daily practice of meditation, embodied in the routines of our private lives. It is not by thinking about it or even by willing it that we grow in attentiveness but through practice. [ . . . .] Attention purifies our hearts and changes the world. We can see this because our own personal afflictions are blessedly relieved if someone genuinely gives us their attention when we need it most. Compassion is the first fruit of attention. It is the life that flows from the death of selfishness. [ . . . .]

Listening to the mantra with attention gradually reduces the frequency and volume of our disruptive thoughts and impulses. It resharpens what the ego blunts. We come to say the mantra, to sound it and to listen to it with finer, more subtle and more whole-hearted attention. It aligns us on that frequency of the Holy Spirit that runs through every instant of time and every cell of life. In its silence and stillness is our strength.

Nós sempre nos apegamos a quem imaginamos sejam os nossos redentores, sem levar em conta que nenhum verdadeiro redentor se permite ser objeto de apego. “Não me toques. . . ainda não subi ao Pai.” Aquele que cura verdadeiramente, permite relacionamento, mas não permite que o relacionamento se torne vicioso. Os primeiros cristãos viam a Jesus mais como um médico da alma da humanidade, do que como o fundador de uma nova religião. O signigicado mais profundo que ele dava à pergunta que ele fazia “quem você diz que eu sou?”, e todos aqueles níveis de identidade que se abrem com essa sua pergunta, deveriam ser encontrados na liberdade que ele oferecia a quem aprendia com a sua suavidade e humildade. Isso era possível, em especial, para aqueles que aceitavam o suave jugo de sua amizade. Abdicar dessa liberdade por outra dependência é falhar em reconhecê-lo. “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu”, trata-se de um aviso para nós nos dias de hoje, bem como, de uma descrição do que aconteceu durante sua vida temporal. Ele não poderia ter sido mais claro: ele se oferece a si mesmo como um caminho que, em seu nível mais profundo, pode ser entendido como sendo um com a própria meta. “Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou”
Jo 12, 44.

Desprezamos facilmente o que há de paradoxal nessas palavras. Preferimos as certezas racionais e definíveis. Mas, e se nossos familiares modos de percepção na verdade invertem a realidade? E se aquilo a que chamamos liberdade é de fato dependência? . . . . Os mestres do deserto entenderam que, enfrentar as duras verdades de nossa ilusão e de nossas dependências, é fruto de nosso trabalho das muitas tentações. Esse é, também, uma boa parte do significado desse período do ano que é cheio de alegria . . . Eles chamavam a isso de lutar contra os demônios, mas eles sabiam que os demônios estão dentro de nós. Nós, meramente, evitamos a luta projetando-os no exterior. A integridade da pessoa, a liberdade que temos de sermos nós mesmos e de amarmos os outros, se aperfeiçoa por meio do teste que abraçamos toda vez que nos sentamos para realizar o trabalho do silêncio.

Medite por Trinta Minutos

Lembre-se: Sente-se. Sente-se imóvel e, com a coluna ereta. Feche levemente os olhos. Sente-se relaxada(o), mas, atenta(o). Em silêncio, interiormente, comece a repetir uma única palavra. Recomendamos a palavra-oração "Maranatha". Recite-a em quatro silabas de igual duração. Ouça-a à medida que a pronuncia, suavemente mas continuamente. Não pense, nem imagine nada, nem de ordem espiritual, nem de qualquer outra ordem. Pensamentos e imagens provavelmente afluirão, mas, deixe-os passar. Simplesmente, continue a voltar sua atenção, com humildade e simplicidade, à fiel repetição de sua palavra, do início ao fim de sua meditação.